

Em resposta ao stress, muitos de nós já sabemos que o mindfulness pode ser um recurso valioso. Mas nem todas as práticas de mindfulness são igualmente eficazes no combate ao stress. E, segundo este estudo, é possível que na nossa prática de mindfulness esteja em falta um ingrediente vital: a aceitação.
Aprender a aceitar a experiência do momento presente é importante na redução de stress.
As práticas de mindfulness que enfatizam especificamente a aceitação ensinam-nos uma atitude sem julgamentos em relação às nossas experiências — ou seja, aprender a não rotular os nossos pensamentos, emoções ou experiências como bons ou maus, e tentar não os mudar ou resistir.
Esta descoberta está alinhada com outra pesquisa sobre a centralidade da aceitação na prática de mindfulness: As pessoas que aprendem a aceitar e não apenas a observar as suas experiências tornam-se menos propensas à divagação mental, que tem sido associada ao bem-estar, e menos reativas ao stress — ou seja, apresentam uma redução da pressão arterial sistólica, da hormona do stress cortisol e da sensação de stress em situações desafiantes.
Quando aceitamos experiências difíceis (como o stress), isso permite ao que está a acontecer "seguir o seu curso e dissipar-se", enquanto resistir apenas torna a experiência mais forte. Aceitar o stress ajuda-nos a deixar de nos concentrarmos apenas no que está errado e a perceber outras sensações, pensamentos e emoções a ocorrerem ao mesmo tempo, permitindo ter consciência do que está (realmente) a acontecer.
O stress diminui à medida que nos apercebemos da sua experiência (fisica e mental). Esta é a parte transformadora da aceitação.
Mas atenção, a aceitação não significa, no entanto, sucumbir a um destino fatal - como receber o diagnóstico de uma doença terminal e simplesmente aceitar que não há nada a fazer. Este tipo de "aceitação" (que não é aceitação mas, na verdade resignação) pode levar a desfechos piores.
Não se trata de aceitar falta de responsabilidade, más condições de trabalho, atrasos, pacientes mal-educados, clínicas mal geridas, maus-tratos de outras pessoas. Trata-se mais de aceitar a nossa experiência interna — pensamentos e emoções —, que nos informam como responder às circunstâncias externas de forma mais sábia.
Aceitação não significa resignação!
Claro que aceitar os nossos pensamentos e emoções desagradáveis não é fácil, somos criados a rejeitá-los, mas os cursos de MBSR oferecem técnicas que podem ajudar.
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